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Os Videojogos estão a Perder a sua Alma?

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 29 de mar.
  • 2 min de leitura

Porque é que possuir um jogo era diferente de simplesmente ter acesso a ele


Houve uma altura em que comprar um jogo significava algo concreto.

Uma caixa na prateleira. Um cartucho ou disco que era nosso. Uma memória ligada a um objecto físico que podíamos voltar a abrir a qualquer momento.


Hoje, a maioria dos jogos já não é “possuída” dessa forma.

Tornaram-se direitos de acessos temporários - licenças digitais que podem desaparecer tão facilmente como surgiram.


Esta mudança não é apenas tecnológica.

Afecta, de forma silenciosa, a forma como nos lembramos dos jogos - e o quão profundamente eles permanecem connosco.



O que significava possuir um jogo


Quando comprávamos um jogo antigamente:

  • Existia numa prateleira, não apenas num disco rígido

  • Não estava ligado a um login sempre online

  • Não expirava quando um servidor era desligado


O nosso tempo, as nossas memórias, a nossa história emocional com esse jogo permaneciam nossas.

Havia uma confiança implícita: enquanto tivéssemos o jogo, a experiência continuava acessível.


E isso tinha um peso emocional.



Agora os jogos podem desaparecer de um dia para o outro


Hoje, a maioria dos jogos - especialmente em telemóveis ou plataformas online - são:

  • Transferidos, não possuídos

  • Ligados a uma conta, não a uma caixa

  • Dependentes de servidores para existirem

  • Perdidos quando o serviço termina


Em muitos casos, até conteúdos que “comprámos” podem desaparecer sem aviso.

Isto muda fundamentalmente a relação que temos com o jogo.

Passa a ser menos uma memória nossa e mais algo que estamos apenas a alugar.



Porque é que isto importa para a memória emocional


Pense nos jogos que ainda hoje sente um carinho especial.

O que mais o liga a eles não são os gráficos ou as mecânicas - é a ligação emocional que tinha naquele momento da sua vida.


Mas quando um jogo desaparece para sempre… torna-se mais difícil revisitar essa âncora emocional.

A memória pode permanecer - mas o objecto dessa memória deixa de existir.

Essa desconexão - entre a forma como os jogos permaneciam antes e como existem agora - ajuda a explicar porque é que a nostalgia parece mais intensa, e a perda mais profunda



Isto não é só progresso. É uma mudança cultural


Os criadores de jogos e as plataformas evoluem por muitas razões: tecnologia, infraestrutura, economia.

Nada disso é, por si só, negativo.


Mas se os jogos são verdadeiras experiências culturais, e não apenas produtos de software, precisamos de repensar a forma como os preservamos - tanto emocional como tecnicamente.

Os jogadores merecem sentir que algo em que investiram tempo, dinheiro e significado não desaparece simplesmente.



Os jogos devem ser Vibes, não licenças


O Play Your Vibe existe para nos lembrar disto:

Os jogos vivem nas nossas memórias, não apenas nas nossas contas.

E essas memórias merecem respeito, permanência e cuidado.

Podemos não conseguir recuperar todos os jogos que desapareceram, mas podemos honrar a vida emocional que transportavam.


Qual é um jogo que já teve e em que ainda pensa, mesmo já não sendo possível jogá-lo?


Quatro amigos a jogar e a puxar uns pelos outros


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