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Escalar uma Montanha - A Aventura de completar Celeste

  • Foto do escritor: Admin
    Admin
  • 19 de abr.
  • 2 min de leitura

Há jogos que, quando terminam, não deixam apenas a sensação de “jogo acabado”.

Fica algo diferente. Uma espécie de vazio suave, como se o jogador pensasse: “Cheguei até aqui… e agora já não há mais caminho para percorrer.”

Celeste proporciona exactamente esse tipo de experiência.


Arte do jogo Celeste

Não é apenas um jogo difícil


Antes de mais, é preciso dizer: este jogo é mesmo difícil.

Mas, ao mesmo tempo, "difícil" por si só, não chega para o classificar.

Para completar um único desafio, o jogador falha dezenas e dezenas de vezes.


E ainda assim, estranhamente, essa repetição não se transforma em frustração.

Pelo contrário: o jogador sente, pouco a pouco, que está a avançar.


Não é apenas uma questão de melhorar a habilidade enquanto jogador para completar cada nível.

Em Celeste, a própria dificuldade faz parte da narrativa.


Subir a montanha = Confronto comigo próprio


Visto superficialmente, Celeste conta a história de Madeline a escalar uma montanha.

Mas essa montanha não é apenas física.

É feita de ansiedade, dúvida, insegurança. Da vontade de desistir, e da vontade de continuar, mesmo assim.


À medida que se joga, começa-se a perceber:


Este não é um jogo sobre derrotar inimigos externos. É um jogo sobre enfrentar o que está dentro de nós.


E esse confronto interior está perfeitamente ligado à dificuldade extrema de cada nível.


Falhar repetidamente é, na verdade, avançar


À medida que o fim do jogo se aproxima, mais evidente isto se torna.

Um único desafio pode levar a dezenas e dezenas de tentativas falhadas. Tanto os erros como os sucessos acontecem num instante.


E mesmo assim continuamos.

Porquê?


Porque sentimos, lá no fundo:

“Estou mesmo quase. Vou conseguir.”


E quando finalmente conseguimos, aquele pequeno momento torna-se numa alegria incomensuravelmente gigantesca.


Quando a frustração se transforma em certeza


Um dos momentos mais marcantes surge perto do final.

Normalmente, falhar tantas vezes pode levar-nos a desistir.

Mas aqui acontece o contrário.


A cada erro, começa a surgir um pensamento inesperado:


“Já está quase a acabar…”


É uma sensação estranha.

Não é frustração. Não é pressão.

É como se já conseguíssemos ver o fim ao longe. Algo como uma certeza silenciosa.


E ao mesmo tempo, uma leve tristeza.


A música que torna esta jornada tão especial


É impossível falar de Celeste sem mencionar a sua música.

A banda sonora da autoria de Lena Raine não é apenas um fundo sonoro.

Ela acompanha o jogador emocionalmente ao longo de toda a aventura.


Nos momentos difíceis, está lá, discreta.

Nos momentos de superação, eleva-se com ele.


Há uma sensação constante de que não estamos sozinhos.

Especialmente nos desafios finais, a combinação entre jogabilidade e música cria algo verdadeiramente único.


A conclusão não é o fim. É uma chegada.


Completar Celeste não é apenas chegar este jogo ao fim.

É falhar muitas vezes, continuar, insistir, e ultrapassar aquele que achávamos ser o nosso limite.


E depois perceber:


"Fui capaz de chegar até aqui."


Para terminar


Se pensa que Celeste é apenas um jogo difícil, talvez esteja a perder uma parte importante da experiência.


Este é um jogo desenhado em torno do acto de "escalar" - não apenas uma montanha, mas todo um processo interior.

E quando finalmente chegar ao topo, provavelmente vai sentir:


"Esta foi uma aventura que jamais esquecerei."

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